terça-feira, 17 de abril de 2012

Sob o brilho do Prata

Suas idéias eram antes vistas por si mesma como subversivas e, encaixotadas, empoeiravam nos armários da cabeça que se desorganizava. Não houve química, palavra ou ação que as libertassem por muito tempo. Mas pouco a pouco foram sendo lustradas e exibidas nas prateleiras dos armários, ainda não para serem vividas, só observadas. Hoje elas já foram promovidas e são experimentadas no outono do rio Prata.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Sobre organização e TOC

Sempre existia um jeito de fazer as coisas. Da organização com carrinhos ao manuseio das revistas em quadrinhos. Até na forma com que tomava banho. E por vezes, quando tudo já estava organizado, montava listas e organizava bandeiras dos países. Até treinou pintinhos que havia ganhado a andar em fila. CD's em ordem, talheres em ordem, livros em ordem, sinais de ordem em ordem, a cabeça nem tanto.

sábado, 31 de março de 2012

Ode ao bolinho

Para iníciar estes versos e ser bem entendido
por bolinho digo tudo aquilo que é comido

Empada, brigadeiro e salada com azeite
a mesa está posta para o nosso deleite

E o que no passado foi apenas nutrição
hoje atua em expandida proporção

Além de encher a pança e o apetite saciar
No primeiro chamado vem a ansiedade aliviar

Deixada clara aqui minha devota admiração
me recolho agora para uma bela refeição.

terça-feira, 20 de março de 2012

segunda-feira, 12 de março de 2012

O que aconteceria comigo se...

...após muitos anos decidisse usar o sistema público de transporte de Belo Horizonte.
   Após a formatura na faculdade comecei a trabalhar, logo estava de carro novo - símbolo da independência na nossa sociedade judaico-cristã-ocidental. Com isso deixei por anos de usar ônibus e o incipiente metrô da cidade para me locomover. Pois por uma dessas distrações da vida, suponhamos que o seguro do meu carro tenha expirado. Sem querer arriscar um bem tão valioso e fruto de trabalho árduo, resolvo ir de ônibus para o trabalho. Pesquiso na internet os horários e trajetos, faz tempo e não tenho tais informações - não gosto de surpresas, nem de chegar atrasado. Tudo anotado, acerto meu despertador e vou para a cama. No dia seguinte, estou no ponto cerca de 5 minutos antes do horário. Existem algumas pessoas, não muitas, é cedo e o bairro  constituído principalmente por famílias que possuem carros. No momento em que meu relógio marca a hora em que coletivo deveria passar sinto até uma leve palpitação, revivendo experiências, sabe como é. Entretanto ele não passa. Agora já são 10 minutos de atraso e o ponto está cheio. Pessoas se perguntam há quanto tempo estão esperando, se era comum haver atrasos, enquanto uma chuva fina começa. Então chega a notícia por um adolescente com uma mochila velha, fones de ouvido e um sorriso no canto da boca: os rodoviários entraram em greve.