sábado, 24 de novembro de 2012

Por quê(m)?

Quantas vezes justificamos nossas escolhas e ações pelo bem de outra pessoa. Quantas delas de fato serão verdade? Quais serão na verdade decisões tomadas em meu benefício e somente banhadas em altruísmo? Nem sempre é fácil perceber. Muitas vezes estamos inconscientemente escondendo nossos medos atrás do bem fazer ao outro.

domingo, 28 de outubro de 2012

Gengivite causa mais que mau hálito

     Constantemente me surpreendo com a capacidade das pessoas em enxergar apenas o aspecto imediato da vida. Como exemplo vamos ver parte de uma peça publicitária que vem sendo veiculada atualmente.




     Só um pequeno detalhe: gengivite leva a doença periodontal, principal causa de perda dos dentes. Vou colocar em caixa alta: DEPOIS DO MAU HÁLITO VOCÊ PERDERÁ SEUS DENTES, É, VAI FICAR BANGUELA!!! É claro que mau hálito incomoda, mas cá entre nós, uma balinha já ajuda. Já ficar sem os dentes...
     No entanto não estou dizendo que é uma propaganda ruim. Pelo contrário, é uma excelente forma de marketing. Apela para o imediatista que vive dentro de cada um. Ninguém quer perder os dentes mas esse é um perigo para daqui alguns anos, o "bafo" está aqui agora, é o que incomoda no momento. Então o publicitário explora este aspecto, porque sabe que a maioria de nós vive a apagar incêndios e não a prevení-los. Dos dentes cuido depois, não posso é sair com esse bueiro para a balada!
     Então aqui vai o meu conselho para você matar dois coelhos com uma preguiçosa cajadada: use chiclete.


domingo, 5 de agosto de 2012

Diário da balança #3: 114(+4)

Tenho encontrado alguma dificuldade para controlar o apetite após interromper minha medicação. Fiquei um pouco agitado e, em um momento misto de alucinação e hipoglicemia, me peguei mastigando a bengala de uma senhora como se fosse um daqueles doces de filme. Desde então a fome anda furiosa sem o remedinho para aliviar a tensão. Na tentativa de sublimar meus desejos mais sórdidos comprei uma nova série de produtos de cuidado corporal: shampoo de morango, creme hidratante de pera, pós barba de limão, perfume de melancia, etc. Tenho apresentado, entretanto, dois efeitos colaterais. O primeiro é uma boiolice desenfreada, uma vez que minha parte de produtos de beleza é aproximadamente 2x maior do que a da minha esposa. O segundo foi quando comi metade da minha mousse de chocolate para os cabelos .
Alexandre, o graaaaaaaande.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Política mineira

Caminhavam sozinhos, ele mais à direita da esquerda e ela mais à esquerda da direita. Viam o grupo que caminhava um pouco mais ao lado, mas para não abrir mão das suas convicções caminhavam sozinhos, ao centro da maioria. Até que se encontraram e perceberam que, apesar de serem originalmente de lados opostos, no atual cenário estavam juntos. Então criaram seu próprio partido.

sábado, 28 de julho de 2012

Sobre presentes e enxurradas

A família de Adolfinho planejava uma viagem à praia. Era início de dezembro e chovia muito em BH. Sua mãe decidiu que o velho calção de banho dele já havia cumprido sua missão. Então, alguns dias antes da partida, ela chegou em casa com uma sunga nova, amarela marca-texto. Nem é preciso dizer o quato o menino adorou seu presente, tão chamativo quanto o antigo companheiro de aventuras. Em sua cabeça seria como quando os Cavaleiros do Zodíaco usavam suas armaduras douradas ao invés das usuais. E em um instante já corria pela sala com o calção. A mãe de Adolfinho, temendo que antes de ver a areia da praia a sunga já estragasse mandou que o menino a tirasse e ele, a contragosto, obedeceu. Até os Cavaleiros tiveram reveses ao enfrentar Poseidon. A tarde, após sua mãe sair para trabalhar, o destemido cavaleiro recuperou sua armadura dourada e partiu para enfrentar suas inóspitas jornadas em busca do bem - no hall de seu prédio. Foi quando ele viu a grande enxurrada que se formava no meio fio de sua casa...algum tempo depois, quando já voltava para casa, sua mãe pode ver, deitado no meio d'água junto ao meio fio, o solitário Cavaleiro do Zodíaco dourado em sua batalha contra o perverso Poseidon.

domingo, 1 de julho de 2012

O que aconteceria comigo se...

...eu recebesse uma flor.
   Venho caminhando pelo centro e um desses cidadãos caricatos, que toda cidade tem, me entrega uma flor, em um puro e singelo ato de altruísmo. Nesse instante uma abelha saí de dentro das pétalas e me ferroa, dando início a um choque anafilático.