De uma forma em geral não sou pão duro. Acredito que o dinheiro ganho com trabalho serve para alcançarmos objetivos. E o maior objetivo é a felicidade. Assim, usualmente gasto meu dinheiro comprando pequenos presentes para quem gosto, pagando a conta de um restaurante onde reuni amigos e família, etc. Mas não tenho por hábito comprar aqueles pequenos supérfulos de alegria momentânea para mim. Então, em um dia de outono quando o sol brilha mas o clima é frio, resolvo em um rompante voltando do trabalho no final da manhã de domingo passar em um shopping e comprar o que me apetecer. Desvio do caminho de casa e entro no estacionamento. Como havia definido que aquele seria o dia de mimo, me dirijo as vagas mais próximas da entrada que usualmente estão indisponíveis. Bem de frente a porta havia um lugar. Estaciono e entro no estabelecimento. Vejo então que as lojas estão fechadas e só abrirão em quatro horas.
Não é rocket science o motivo das músicas com onomatopéias fazerem tanto sucesso. Elas são fáceis de decorar e de cantar (uma vez que não tem letra para saber). E para o sucesso ser instantâneo é só nos 3 ou 4 versos que contenham de fato alguma palavra insinuar que o ruído a ser repetido pela platéia de miquinhos amestrados na verdade representa o ato sexual, de preferência associado a uma coreografia com rebolado e o movimento das mãos trazendo o imaginário corpo para juntinho do seu...assim você me mata...lembrando dessa música, que por sinal passou a fase gutural quase pré-silábica em questão, e consegue até ter cerca de 8 versos, ela também se vale de muitos dos elementos acima mencionados e contaminou o mundo mais rápido que um novo sorotipo de influenza em uma escola primária.
É claro que não precisamos ouvir Bach ou então João Gilberto em uma festa de formatura, as coisas tem seus lugares. O problema é a ubiquidade que cada vez mais ocorre com esse tipo de música. Pode parecer que não, mas é cada vez mais comum que uma parcela crescente da população escute somente esse tipo de música. E a extrapolação óbvia é que eles também não tem o hábito de ler. Nem legenda - reparou como cada vez mais até na TV paga os programas estão sendo dublados sem que se possa ter direito a optar pelo áudio original com legendas? É um exemplo claro da interferência desse "novo" padrão de cultura na sua e na minha vida. O pior é que são essas pessoas que nos atendem nos serviços de atendimento ao consumidor, que ligam para nossas casas para fazer telemarketing, trabalham em cinemas, guarda municipal e, no futuro (?) nos atenderão durante um infarto ou para uma representação legal.
Enfim, como não vivo em uma bolha, só me resta assistir a tudo como quem leu o resumo da novela da semana e depois assiste na TV. Enquanto isso me divirto com pequenas manifestações como o vídeo que se segue. Espero que no final da vida cnsoiga ocnutinar ecrevsendo.
"Em Belo Horizonte já se vive o clima das festas de São João. Para as festividades deste ano um confeiteiro do Mercado Central preparou um pé de moleque no formato de uma criança de oito anos em tamanho natural."
Recentemente li em uma referência bibliográfica um relato emocionante: a existência de uma família de vírus chamada Reovírus. Em seres humanos eles são aparentemente comensais ou no máximo oligossintomáticos, embora alguns achados sugiram que eles possam estar relacionados ao surgimento de uma rara síndrome reumatológica, a doença de Coogan. E por não causarem nenhuma doença identificável, como sarampo ou ebola, são conhecidos como vírus órfãos. Abandonados, sem ninguém doente por eles. Então inicio aqui a campanha "Troque seu cachorro por um vírus pobre". Imagine a cena: você chega em casa cansado do trabalho, trânsito e todas as chateações da vida urbana moderna, mas quando abre a porta aquela particulazinha protéica vem voando em um perdigoto até você te dar boa noite. É bem melhor do que um cachorro ou qualquer animal de estimação. Alguns mais antissociais diriam melhor até do que uma pessoa (em concordância com muitas mulheres em TPM). Então pense bem antes de fazer sua próxima caridade: já existem a Sociedade Protetora do Animais, Direitos Humanos, Greenpeace e várias outras instituições para cuidar dos usuais desprotegidos. Adote um reovírus.
Alguns dias de assaduras depois da última consulta médica desisti dos químicos para emagrecer. Procurei exatamente o oposto. Adotei uma postura mais natural quanto aos alimentos. Alguns colegas de trabalho chegaram a se cotizar para bancar uma consulta psiquiátrica quando me viram mastigando alguns palitos de linhaça, com medo de em alguma fratura da minha psique eu ter me tornado um panda brasileiro. Mas era apenas parte do meu novo cardápio que inclui tâmaras recheadas, anéis de canela, caldo verde e mingau de aveia. Tenho feito refeições regulares a cada 3 horas e realmente isso diminuiu o apetite. Também quem em sã consciência desejaria uma trouxinha de repolho. Para ser justo, cerca de uma vez por semana aparece um chocolate amargo do tamanho das extintas moedas de 1 centavo. Tem dado certo. Vamos ver por quanto tempo meu motor vai rodar a base de suco energizante. Alexandre, o graaaaaaande.