terça-feira, 26 de julho de 2011

Dicas para um desmemoriado desonesto

Quem nunca se viu na seguinte situação: uma pessoa da qual você não possui nenhum registro na memória de possíveis eventos passados te chamando pelo nome e abrindo um largo sorriso. Evento praticamente ubíquo na história da sociedade e em todas as sociedades, mas chatinho...O pior é que na tentativa de poupar os sentimentos desta pessoa que passou pela sua vida sem deixar a menor impressão digital você se coloca em um beco por vezes sem saída ao dizer "Mas que surpresa, não esperava te encontrar aqui", sendo que na verdade não esperaria encontrá-la em qualquer local uma vez que não se lembra daquela pessoa. Para você que se encontra nesta situação nefasta onde ser desmascardo é apenas questão de tempo, seguem possíveis saídas de emergência a serem usadas:
1) Diga frases vagas e sem uma referência única, que se encaixem em situações corriqueiras de todos e que sendo respondidas te darão munição para tentar descobrir de onde vem esta pessoa, como "como está todo mundo?", "e as coisas lá, como andam?", "o Galo hein!?!".
2) Carregue sempre um Sonrisal no bolso. Em determinado momento da conversa você aponta para trás do seu desconhecido interlocutor e com cara de assombro diz "Não é a ruiva do grupo Rouge?" e quando ele se virar comece a mastigar os comprimidos de Sonrisal e se jogue ao chão simulando um ataque epilético.
3) Finja que o celular vibrou no seu bolso, atenda e vá caminhando pedindo desculpas em leitura labial enquanto diz com avoz tremida "mas ela estava bem ontem!".
4) Comece a dizer coisas sem sentido relativas a década de 70/80, dependendo da sua idade, coloque a música Volta do Fábio Jr, trilha do projeto "Volta" do governo de Minas Gerais, como se estivesse com Alzheimer de início precoce.
Ou você pode ser honesto, dizer que infelizmente não se lembra daquele rosto alegre e do cumprimento cordial, a vida anda cheia e tal. Mas cá entre nós, dá muito mais trabalho.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Sou contra o Fair Play

Este será sem rodeios: sou contra o fair play que anda sendo aplicado no futebol nos últimos anos. Não o real Fair Play, envolvendo honestidade, jogo limpo e respeito pelo adversário e torcida - inclusive por parte dos dirigentes além dos jogadores. Sou contra esse negócio de jogar a bola pra fora toda vez que um jogador cai. Isso engessa o jogo e premia a catimba. Haja visto o recente jogo Brasil e Venezuela na Copa América (exibição de gala por sinal, acho que vou começar a tirar meus óculos ao assitir a seleção jogar, talvez fique mais bonito o jogo) onde o atacante perdeu a bola e caiu pedindo atendimento para parar o contra ataque e, como o jogo não parou e seu time cedeu escanteio, ele se levantou e foi correndo ajudar a defesa logo depois. E outra, acho que quando o jogador do time A cai e o time B poe a bola pra fora esta deve ser devolvida no lance seguinte. Mas se o time A joga a bola pela lateral ele abriu mão da posse de bola para não ficar com um jogador fora de combate e por isso não acho que o time B deve ceder a bola. Cada um arque com as consequências de suas escolhas. Futebol é contato, alguém sempre cai. Futebol é molejo e malandragem, alguém sempre quer passar a perna no outro.

domingo, 26 de junho de 2011

Suposições

Acredito em ciclos evolutivos em todas formas de vida. Inclusive para o desenvolvimento da própria vida em nosso planeta. De moléculas-macroestruturas-formas complexas de vida-degradação em outras moléculas. Do primeiro sinal de desenvolvimento ao estudo das civilizações, até cuidado da terra e com animais. Como será que você lida com seu ciclo evolutivo?

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Cenários # 1

Cenário: Casa do sogro, primeira visita. Em primeiro plano encontra-se a mesa da sala onde a refeição será servida, com quatro cadeiras, talheres e copos refinados, além de vasilhas com os mais variados tipos de lanches típicos de MG. Sentados estão Cloves, sua namorada Bárbara e o sogro. Ao fundo o ambiente de TV com sofá, rack e uma grande porta de vidro que dá acesso a varanda que tem vista panorâmica para um parque ecológico.

Introdução: Todos estão em silêncio e o desconforto dos personagens é evidente. Bárbara é a filha mais nova e única mulher. Após o divórcio dos pais teve pouco contato com seu pai devido ao relacionamento dificil com sua "madrasta", pivô da separação familiar. Se recusava a frequentar a casa do pai por causa disso. Mas após namorar por um ano escondida de seu superprotetor pai o relacionamento havia sido descoberto - felizmente quando Bárbara e Cloves estavam em uma pizzaria, com testemunhas - e ela precisava fazer média com seu pai. Marcou então um café para apresentar o namorado ao seu pai. Apresentar o pai para seu namorado a esta altura era desnecessário uma vez que, por ter de se esgueirar pelas escadas do prédio de Bárbara sempre que seu pai ia visitá-la, ele já conhecia até o barulho do motor do carro do sogro.

Ação:A madrasta chega da cozinha com o último elemento da refeição, pães de queijo. Ela não sabia cozinhar e toda a comida havia sido comprada pronta, menos os pães de queijo. Após procurar na internet ela os preparou e estava toda orgulhosa quando os colocou na mesa - para alegria de todos que agora ao menos teriam a boca cheia como desculpa para o silêncio. Cloves imediatamente se serve de um pão de queijo, uma de suas iguarias preferidas e uma grande oportunidade de aparecer bem frente ao sogro ao elogiar os dotes culinários de sua esposa. Infelizmente, ao dar a primeira mordida, se colocou em uma situação periclitante:o pão de queijo era muito ruim. Enquanto mastigava tentava disfarçar. Mas era muito ruim. Embatumado, com um gosto aguado mas ainda assim azedo, com leves fragrâncias amargas a medida que mastigava mais. Ruim mesmo. Chegou até a pensar se o relacionamento com Bárbara valia engolir o que estava em sua boca, que agora se assemelhava a placenta que nutriu o filho do anticristo. No fim percebeu que seu maior problema não era engolir e sim o que fazer com o resto da "iguaria". Foi quando uma luz acendeu em sua mente e um pequeno sorriso escapou de seus lábios, dando a impressão de que ele havia gostado daquela pequena porção de excremento cozido. Jogá-lo no parque. Num rápido gesto atirou o pão de queijo para trás, imperceptivelmente. Nem tão discreto foi som dele acertando a porta de vidro que estava fechada e caindo em cima da mesa.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Mudaram as estações

Foi dificil levantar em meio a tanto muco, pouco ar, muita dor e tão pouca serotonina. Infeliz inverno que se aproxima...

sábado, 7 de maio de 2011