sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Réquiem para ilusão

Estava andando na rua, você passou
com um sorriso manhoso, me conquistou
enfeitiçado, atordoado, nem me movi
olhando pra esquina vi você sumir

Então é noite e eu sem dormir
uma hora – você onde mora?
duas horas – você se cora
e já são quatro horas – não houve fora

Escorado em um muro te esperando
com os espinhos da rosa me espetando
petrificado, todo molhado de suor
o que fazer? Você já vem, ainda não sei de cor

Então olhei você passar por mim

Mais uma noite sem dormir
olho pro teto – aqui por perto
os olhos coçam – as mãos se tocam
tudo calado – você do meu lado

É amanhã, o amanhã

Mas você não passou por ali
era noite quando desisti
desconsolado, derrotado fui me deitar
encontrar com você quando sonhar

É amanhã, o amanhã

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